segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Home Sweet Home



Depois de uma vida habituado a ter sempre um tecto com ambiente familiar disponível chega a altura em que as opções de conforto terminam. Deparo-me com um momento na vida em que uma porta se fecha e não tenho outra opção senão seguir pela única outra que se encontra aberta.

Com certeza que a opção de viver sozinho é algo bastante vulgar na minha faixa etária e geralmente vista com esperança e alguma alegria mas, quando tal transição é exigida em condições duvidosas sem qualquer preparação quer psicológica quer monetária o momento torna-se agridoce - bastante mais agri do que doce. Principalmente tendo em conta a minha condição de estudante e o facto de já passar o mês a contar os tostões....

Para ironia dos destinos sempre achei que um passo destes na vida devia ser bem previsto e planeado... Ingenuidade a minha pensar dessa forma após reconhecer que os últimos anos da minha vida foram repletos de surpresas bastante desagradáveis no que toca a planeamentos e decisões importantes....

Só me resta encarar o desafio de cabeça levantada e apreciar a viagem o melhor que posso nesta nova "aventura". Quem sabe se esta mudança não será algo bom em vez de algo mau??...

Independentemente de como correr uma coisa será certa: a expressão home sweet home ganhará um significado completamente diferente!

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Cá vamos nós mais uma vez


Pois é, aí estão eles novamente....

A marinar para os exames!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

A conclusão de uma vida!



Quem as entender que se chegue à frente!...

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Let me introduce me again...

Bem, já aqui não vinha há algum tempo.

Noutro dia estava eu a pensar para os meus botões e do nada lembrei-me disto. E depois pensei para mim... Bem, já lá não vou há algum tempo porque as coisas que me atormentavam antigamente já não me afectam, não dando justificação para vir aqui expor os meus "dark feelings".

Mas depois pensei... porque razão utilizar isto apenas para declarar ao mundo a minha faceta negra se pode servir para tanta outra coisa? Existem mil e uma coisas que nos acontecem e que pensamos durante o dia ou semana que em parte até são merecedoras de ser aqui expostas e partilhadas.

Então foi isso que acabei por decidir... dar uma nova vida a este canto escuro. Talvez acender um ledzito para ficar mais iluminado, ou mesmo um holofote quem sabe...

Assim, vê-mo-nos numa próxima.

sábado, 10 de outubro de 2009

Outono, sim... Mas na verdade...Primavera!

O Outono pode ser considerada a estação mais deprimente do ano. As cores do Verão desvanecem, a luz do Sol perde a sua força, a Natureza parece morrer conforme as folhas das árvores secam e caem cobrindo o chão de um manto escuro e sem vida.

Mas enquanto o Outono natural acabou de chegar, eu comecei a entrar na minha Primavera pessoal.
Porque todas as fases da vida correspondem a uma respectiva estação do ano.

Pode-nos acontecer algo que nos faça passar por fases em que a nossa vida seca, em que a nossa felicidade morre e cai ao chão como as folhas de Outono e o nosso sorriso perde o brilho do Verão. Podemos passar pela solidão fria do Inverno e sermos arrebatados de um lado para o outro pelos seus ventos cortantes mas...

Tal como as folhas mortas e caídas no Outono natural vão servir para enriquecer o solo de nutrientes que a respectiva árvore vai usar para se rejuvenescer de forma mais espledorosa na Primavera seguinte, também nós vamos usar as nossas lágrimas caídas para nos erguermos de cabeça levantada e mais fortes na nossa Primavera que se avizinha.

E no meu caso, os recém-nascidos e coloridos rebentos de flôr começaram agora a despontar sobre a fina camada de gelo, já enfraquecida pelos primeiros raios de sol de Primavera!





É altura de ver o copo meio cheio!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Outono

Começa com uma pequena brisa, com um pequeno e inesperado arrepio. O Sol dá ares da sua face tímida e o cachecol que se encontra na gaveta começa a tornar-se algo apetecível.

A Natureza veste o seu casaco de oiro escuro preparando-se para os dias frescos e menos radiantes que se avizinham. O único brilho que se manterá presente será o das gotas da chuva retidas na ponta de um galho esperando pela sua vez de tombar.

Os corpos aproximam-se ansiando por calor humano e partilhando a protecção de um chapéu de chuva enquanto se passeiam pela avenida com o chão coberto por um manto de vermelho, amarelo e castanho.

E enquanto bebo um café quente e observo as folhas de bronze dançando com o vento, pergunto-me: "Haverá estação mais romântica?..."

O Outono chegou.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Madrugada

3.11 da madrugada...

As horas passam sem se fazer anunciar enquanto espero por quem tende em não chegar.
Mantenho-me estendido nos lençóis de olhos abertos, testando a minha eterna paciência e observando a dança envolvente e hipnotizante das sombras.

Até que me deixo levar...

Os olhos mentêm-se abertos mas perdem o ritmo da dança. O brilho que há momentos apresentavam desapareceu dando lugar a duas esferas de vidro baço.
Mergulho nas profundezas da minha mente e perco o rumo.
Torno-me num barco de vela rasgada à deriva num mar tempestuoso de pensamentos, escurecido por um manto de nuvens de tristeza e chicoteado pelos quatro ventos: interrogação, negação, arrependimento e inconformismo.
Perco a definição de tempo enquanto sou açoitado por ondas de questões sem resposta, fulminado por raios de verdades cruéis e arrebatado por trovões de lembranças torturantes.

5.53

Tal como depois da tempestade vem a bonança, as sobras dançantes começam-se a desvanecer com os primeiros raios de luz que anunciam a breve chegada de alguém que ainda se encontra para lá do horizonte.
Porém, os contornos que estas antes cobriam tornam-se desfocados. Quem tardou a chegar começa a dar ares da sua graça.

Os cansados olhos escondem-se e eu deixo-me flutuar para o desconhecido...